Enquanto isso, na Santa Ceia…

29 29UTC janeiro 29UTC 2010


As 5+ fáceis maneiras de se conseguir esmola

16 16UTC janeiro 16UTC 2010

5) Fique próximo a locais onde acontecem campanhas de arrecadação – Tipo essa do Haiti. Aborde as pessoas quando elas estiverem chegando. Faça um discurso de que sua família está passando por necessidades mais graves que as das crianças nos locais de tragédia, mas não as critique, nem fale mal de quem doa dinheiro para tão longe. A pessoa vai dividir metade do que estiver doando para o Haiti com você.

4) Contorcionismo e maquiagem – É para simular alguma deficiência física ou doença grave. A pessoa vai ficar com tanto nojo ou repulsa que vai dar o dinheiro querendo se livrar logo de você.

3) Venda de doces, canetas e outros produtos pequenos. – Você vende o produto por um preço simbólico, que pague as custas e renda uns trocados, mas acrescenta no fim do anúncio que a pessoa que não quiser comprar nada pode contribuir com “qualquer moedinha”.

2) Crianças no colo, pedindo por você ou até mesmo estampadas numa camiseta – Funciona sempre. Só fique atento para não fazer um discurso tão chato antes que aborreça as pessoas a ponto de tirar todo o efeito comovente da imagem da criança. Isso acontece principalmente nos ônibus.

1) Ande com algumas moedas e uma nota de R$ 2 na mão. – Os motoristas vão ver e vão dar alguma coisa, trocados ou mesmo uma nota de R$ 2 ou até R$ 5. Não por pena de você, mas por saber que algumas pessoas tiveram a sensibilidade para dar dinheiro a você e elas não. Se a revolta for grande, elas vão perceber a nota de R$ 2 e vão dar a menor nota que tiver na carteira. Se não, pelo menos algumas moedas.

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Agora, se quem está lendo isso está do outro lado, daqueles que dão esmola, faça o seguinte: em Goiânia, ligue para o SOS Cidadão (0800 621177) e fale onde está esse mendigo. A prefeitura em tese dá a assistência necessária a essa pessoa. Se ela realmente estiver passando dificuldade. Ou então participe de algum grupo ou ONG que presta ajuda mais qualificada do que uns trocados que só servem para aliviar nosso sentimento de culpa.


Amor psicopata, o blog

15 15UTC janeiro 15UTC 2010

Quem nunca ficou obcecado por alguém não precisa ler esse pedido. Para quem já viveu uma obsessão,  saiba que resolvi escrever sobre obsessões amorosas no http://www.amorpsicopata.wordpress.com – um blog baseado em fatos reais. Contados por vocês.

Para participar, escreva um texto falando da obsessão mais forte que já sentiu, talvez por confundir com amor ou paixão

Nomes fictícios, por favor. Qualquer coisa que leve a identificação de alguém, cortarei do texto.

Na hora de redigir, não se preocupe com tamanho ou possíveis erros, mas com a emoção que bater.  Todos os detalhes sobre a sua obsessão me interessam. O que sentiu, o que aconteceu, micos, vexames, raivas, alegrias.

O texto poderá ser editado, se houver erros de digitação ou se for necessário resumi-lo, para que não fique muito grande. Por isso não se censure, mande ver.

Se você quiser ver sua história contada de forma ficcional no blog, mande ela para no marcioleijoto@hotmail.com ou nos  comentários.

Espero contar com você.

Abraço.


“Do nosso amor a gente é que sabe, pequena”

12 12UTC janeiro 12UTC 2010

Sempre fui um cara legal. Levei ela no cinema. Dei flores. Bombons. Dos mais caros. Ficou muito feliz. Mas aposto que não tem a mínima noção de quanto custou tudo isso. E os restaurantes de luxo? E os passeios? Ela acha que é fácil conseguir os melhores lugares nas boates e shows? Gastei gasolina um monte. Deixava ela dar umas voltas no carro do papai. Carro de luxo. Bem mais caro que o meu. Ela dizia não ligar para dinheiro, mas eu sempre lhe dei presentes dos mais valiosos. Levei nas festas da minha família. E a minha família é “a” família. Aristocracia, sabe? Somos poucos. Ela saiu até em coluna social por minha causa. E agora? Ela chega e reclama que fico na sua cola, que não desgrudo, que sou pegajoso, que precisa de um tempo. É claro que não aceitei. O que será que ela queria mais de mim? Tentei me abrir, ser mais sincero. Na hora em que o coração apertava, a procurava para conversar. Ela sempre se esquivava. “É muito tarde, preciso dormir para acordar cedo…” ou “Você está me impedindo de andar na rua…” E daí que são quatro horas da manhã? E daí que você quer ter sua vida própria? Eu paguei para ficar com tua vida. Estou de saco cheio de sempre ouvir a mesma ladainha. Ela quer um tempo? Tempo é dinheiro. Eu compro o tempo que ela quiser. Quanto ela quer para ficar comigo?


“Outro não, quem sabe um talvez”

11 11UTC janeiro 11UTC 2010

Jorge, o porteiro do prédio, me disse que aquele é o quinto rapaz que passa a noite no 502 em menos de um mês. Tudo moleque. Moleque. Como tu não sabe disso, meu doce. Esse último é pior de todos, um imbecil. Me cumprimentou como se não soubesse de nossa história. O Jorge me contava tudo. Que horas eles chegam, que horas eles saem. Me disse até que um deles saiu com uma roupa diferente de quando entrou. Mas, agora que ele passou a conversar com você na portaria, não fala mais comigo. Só diz “bom dia, doutor”. O que vocês conversam tanto na portaria? Será que falam de mim? Ele fala pra tu que eu te amo? Sobre aquele dia que quase a beijei no elevador? Será que tu perguntou mais detalhes sobre quem é aquele homem com nome de amante latino que mora no andar de cima? Sou eu, claro, neném. O Jorge não sabe de nada, coitado. É só um infeliz que fica na entrada do prédio. Deixa que te conto tudo que tu quer saber. Aquele dia no elevador, se lembra? Tu tava tão facinha, era só pegar. Tu tava pra aceitar o convite. Meus filhos iam para casa da mãe deles naquela noite. Mas a desgraçada da Tereza, do 803, que não tem o que fazer o dia inteiro, resolveu passear no elevador. Filha da puta desgraçada. Ela entrou bem na hora que tu, com esta boca, este sorriso… Tu ia dizer sim, né, neném? Ainda tentei interfonar no seu apê mais tarde. Tu tava acordada, vendo o Jô Onze e Meia, escutei o gordo atrás da porta, porque não atendeu? Eu estava sozinho em casa. Era só subir um lance de escadas. Insisti e nada. Tudo bem. Semana que vem, meus filhos entram de férias e vão passar uns dias na casa da ex. Aí ninguém segura a gente.


“Ruma na fé e rema.”

8 08UTC janeiro 08UTC 2010

Aquela maldita desgraçada. Nunca fiz nada contra ela e agora estou aqui pagando esse mico filho da puta. O delegado não sabe o que é amar uma pessoa e não ser correspondido. O idiota não entende de amor. Nunca sentiu aquela paixão fulminante que aperta o coração da gente e faz faltar ar. Que embrulha o estômago. Dá nó nas tripas. Ele só sabe o que é dor de estômago porque come essa comida de merda na delegacia. Amor é como antolhos que não nos deixam enxergar o que nos acontece em volta. Só focamos nela. Eu a amei desde aquele dia no shopping. Ela estava linda. Cabelo loiro curto, sobrancelhas suaves, lábios carnudos, magra e com os peitos durinhos. Ô, delícia. Do jeito que eu gosto. E ela sorriu para mim. Sei que sorriu. E foi para mim. Um sorriso tão doce. Deve ser uma moça bem-humorada. E não há nada melhor que uma linda garota com bom humor. Só que eu não podia chegar nela ali no shopping. Carregando compras de supermercado. Fui atrás dela. E depois de muito trabalho descobri endereço, telefone, com quem mora, que academia freqüenta e o que faz fora do horário de trabalho. Ué, não podia chegar nela e ela ser casada ou comprometida. Eu tinha de saber antes. Fiquei de campana em frente ao seu prédio por horas. Tentei ser o mais discreto possível. Tudo para estar no momento certo de abordá-la. Só que nunca aparecia a hora certa. Sempre tinha um empecilho. Tinha de ser perfeito. Ela merecia isso. Ela era tudo para mim. Confesso que fiquei muito nervoso e que posso tê-la assustado. Mas os telefonemas eram necessários. Ela precisava saber. Precisava entender. Agora isso. O delegado fica me ameaçando. Diz que não quer saber mais de eu ficar atrás dela. Que não posso nem pensar nela. Ah, delegado, tu não sabe o que é amor. A polícia não pode prender meus sentimentos. E minha mãe veio comigo aqui na delegacia. Ficou assustada quando os policiais foram lá em casa. Os vizinhos ficaram olhando na calçada. “O que meu filho fez, doutor delegado?” “Ele fica ameaçando moças por aí, senhora.” Eu? Ameaçando? Amar sempre foi arriscado, delegado. Fiquei com raiva. Vergonha. Que humilhação. Mas tudo bem. Amanhã eu ligo para minha linda e esclareço tudo. Ou é melhor ir lá no prédio dela e gritar para ela aparecer na janela?…


Conversa no orelhão

8 08UTC janeiro 08UTC 2010

A Mãe pede para eu telefonar para o Pai e eu ligo. A Vó atende e eu digo que quero falar com o Pai. Ela diz que o Pai não quer falar com a Mãe porque ele tem uma vida agora e não tem que falar mais com a Mãe. Nunca sei como a Vó sabe que eu vou passar o telefone para a Mãe quando o Pai atender. Mesmo assim eu peço de novo para falar com o Pai e ela, reclamando muito, chama ele sem nem perguntar como eu estou de saúde ou se estou com saudades, nem se estou indo para a Igreja. O Pai atende e nem falo com ele porque a Mãe pega o telefone e começa a reclamar que precisa de dinheiro para pagar as contas de casa, que a Filha deles, que também é minha Irmã, está doente, que sempre foi doente e precisa de dinheiro para tratamento, que se não fosse por isso nem ligava para ele. Ela pede para eu ir na banca, mas sem me afastar muito dela. Eu sei que a Mãe quer falar palavrão para o Pai, mas finjo que não sei e vou para a banca ver revista em quadrinhos. Sei que é só por cinco minutos. Porque a Mãe não gosta de falar palavrão nem para o Pai, então eu volto para ouvir o resto da conversa. A Mãe está chorando porque não consegue trabalho e a situação está difícil e a gente tá passando fome. Eu digo que é verdade, que hoje já são quase três da tarde e a gente só comeu uma banana e um pão seco, mas o Pai não pode ouvir e a Mãe percebe que estou do lado dela e enxuga as lágrimas que é para eu não ver que ela está chorando. Mas eu sei. Como também sei que o Pai disse que atrasou o salário dele, o que é mentira, mas ele diz com tanta certeza que faz a Mãe chorar de raiva. E ele diz que vai pedir dinheiro para uns amigos, que vai passar vergonha por isso, o que também é mentira, mas ele diz isso que é para a Mãe parar de pedir dinheiro. Ele diz que vai mandar amanhã, mas só manda dois dias depois. Eu olho o tênis furado e descubro uma trilha de formigas andando até uma árvore e vou brincar com elas. A Mãe me chama antes que eu jogue a primeira formiga da árvore para o chão, para ver ela caindo. O Pai quer falar comigo, ela diz. Eu não quero falar com ele. Mas ela insiste, é seu pai, fala com ele, coitado. Não entendo como a Mãe pode ter pena do Pai, falar que ele é coitado. Atendo o telefone e digo oi, pai. Com o “p” minúsculo mesmo porque eu estava triste. Oi, Filho, tá com saudade? Eu digo que sim e falo que é para ele mandar dinheiro porque a gente tá com fome. Ele diz que vai mandar, e que não mandou ainda é porque está sem dinheiro. Eu digo que a gente comeu só banana e pão hoje e pergunto o que ele comeu. Ele diz que tá com saudade de mim e eu pergunto se ele tá com saudade da Irmã também. Ele diz que sim. Eu começo a chorar no telefone porque eu também estou com saudade do Pai. Ele diz que é para não chorar, porque homem não chora. Eu digo que ainda sou criança e que posso chorar. Ele não fala nada. Ele pergunta como estou na escola e eu digo que estou indo bem, que ainda é setembro mas já passei de ano. E que na escola todo mundo tira sarro de mim por causa da cabeça grande. Ele diz que é para eu não ligar porque cabeça grande é sinal de inteligência e que ele tem bastante orgulho de mim porque sabe que eu vou ser arquiteto quando ficar grande. Eu concordo com ele e pergunto quando ele vem para cá. Ele diz que não sabe. A Mãe pede para falar com ele mais uma vez. Eu queria falar mais com o Pai, agora que já estamos falando mesmo. Mas a Mãe pega o telefone e diz que está na hora de desligar porque é a Mãe do meu Pai (minha Vó) que vai pagar a conta do telefone. A Mãe fala para o Pai que ficava muito sem graça de ligar a cobrar para pedir dinheiro e ouvir o que não precisa da Vó. E diz tchau. Eu pego na mão da Mãe e peço para a gente passar mais uma vez na banca para ver uma revista nova que chegou hoje. Ela diz que não tem dinheiro para comprar. Eu sei mãe, é só para olhar, digo para ela. Vamos embora que sua irmã está esperando a gente lá na escolinha dela, estamos atrasados, ela diz. E eu olho o telefone mais uma vez e lembro da Vó falando que meu pai tinha outra vida agora. Não entendi o que ela disse. Mas não pergunto nada paraa Mãe porque sei que ela vai ficar triste.


Quando uma foto diz mais que a realidade…

19 19UTC dezembro 19UTC 2009

Café da manhã do governador Alcides Rodrigues à imprensa goiana:


Uma versão goiana para a Santa Ceia

14 14UTC dezembro 14UTC 2009

Encontro dos deputados da base aliada com o senador Marconi Perillo (PSDB-GO).


Sugestões para campanhas em 2010 I

12 12UTC dezembro 12UTC 2009

2010 está aí, mas antes disso muita gente já está articulando para se lançar candidato a alguma coisa nas eleições de outubro próximo. Seja para governador, senador, deputado e até vice-presidente da República. Pois pensando nisso resolvi ajudar alguns pré-candidatos a emplacarem seus nomes rumo a vitória. Sucesso a todos e todas.

Mesmo quando não há motivos jornalísticos aparentes, a imprensa goiana cita o nome dele como forte candidato a alguma coisa em 2010, então:


O jingle abaixo foi inspirado numa nota nem tão recente que vi no jornal Diário da Manhã, em Goiânia, sugerindo que Marconi poderia ser candidato a presidente. Antes, o senador precisa fazer o povo da imprensa paulista e carioca decorar seu nome:

O slogan da campanha do Iris foi inspirado em um declaração do próprio à imprensa:

E tem o vice-prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), que pode ser um dos grandes vencedores nas eleições em 2010, mesmo sem ter concorrido a nada: